A vida em uma torre no meio da floresta em Oregon, EUA.

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O casal de aposentados Alan Colley e Dabney Tompkins escolheram um local pouco convencional para suas próxima casa.

Após se debruçarem sobre livros a respeito do Serviço Florestal Americano, Colley e Tompkins ficaram inspirados a se mudarem para uma torre de observação de incêndio, com 12 metros de altura, que era historicamente utilizada para observar incêndios florestais.

“Foi um momento mágino no qual o livro meio que caiu da prateleira para a gente,” Colley disse a Zillow.

“Nós ligamos para a guarda florestal e perguntamos se não poderíamos alugar aquela coisa, isso foi o começo.”

Após alugarem algumas torres de observação, eles decidiram comprar uma terra em Summit Prairie em Oregon, onde eles construiriam a própria torre do zero. Naquela altura, o casal já tinha se mudado de uma casa maior na região de Dallas, para uma de 1.400 m² em Portland.

O que começou como uma casa de fim de semana, acabou se tornando uma residência permanente.

“Nós decidimos sermos totalmente irresponsáveis, largar o nosso emprego e nos mudarmos para cá.” Tompkins contou para Zillow.

Viver em uma torre de observação – na qual, por sinal, não tem banheiro dentro – trouxe uma quantidade interessante de desafios.


 

As torres de observação foram usadas para localizar incêndio desde o começo do século 20 até os anos 60, quando foram substituídas por satélites. Nos dias de hoje, poucas torres de observação ainda permanecem de pé.

Torres-de Observação

 


Colley e Tompkins passaram alguns anos acampando pela região antes de comprar a propriedade. Em 2010, a casa finalmente ficou pronta.

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A torre fica em um terreno de 160 acres (64 hectares), na qual a maior parte é campo. A medida que eles ficam acima das árvores, eles conseguem ter uma visão de 360 graus do terreno.

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Você tem que subir quatro lances de escada para adentrar em uma casa de 388 m², situada a 12 metros de altura. Tem sinal de celular, internet, luzes e água encanada.

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O andar principal tem 324 m², enquanto a cúpula no segundo andar, onde eles dormem, tem 64 m². Historicamente, as pessoas observam os incêndios da cúpula.

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Juntos, Colley e Tompkins aprenderam a se adaptar ao novo estilo de vida. Eles contaram para Zillow que o segredo é “ser destemido a respeito de sua estupidez”

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Os dois usam ingredientes frescos da horta para preparar refeições deliciosas. “O provérbio que gostamos de falar é ‘morar isolado não significa que temos que comer comida ruim’, diz Colley.

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Eles não estocam comida da maneira convencional.

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Colley fez esta torta de blueberry sozinho na cozinha.

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Para manter a arquitetura original da torre de observação, eles não quiseram fazer banheiro dentro dela, o que acabou tornando necessário adotar métodos alternativos. Existe, entretanto, um chuveiro ao ar-livre no deck.

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A opção principal é uma casinha, ou “latrina”, escondida na floresta.

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O urso chamado “Pooh Bear” segura o papel higiênico. Ao invés de falarem que vão no banheiro, Colley e Tompkins falam que eles “vão visitar o urso.”

 

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O segundo método é o “funil de urina.”

 

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Enquanto eles observavam uma paisagem espetacular no começo de Agosto, eles avistaram um incêndio em Stouts Creek crescendo à distância. O fogo consumiu mais de 10.000 hectares de floresta e custou mais de U$36 milhões para ser combatido. Ele serviu como lembrete do propósito original das torres.

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 Para eles, o espaço não é o mais importante. Relaxando em redes e escutando albuns antigos, Colley e Tompkins apreciam a companhia um do outro e adotam um estilo de vida simples. “É silencioso – tão silencioso que me permite ouvir coisas que eu não ouviria na cidade,” diz Colley para Zillow.

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 Em relação à adaptação ao estilo de vida, “ler, cozinhar, fazer caminhadas, cortar lenhas são muito agradáveis para a gente”, diz Colley. “Se você se interessa por estes tipos de coisas como “fazer com as próprias mãos”, você ficará bem nesta situação.


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